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Casa da Mãe Curuja

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Casa da Mãe Curuja

No Hospital Maternidade Almeida Castro a Casa da Mãe Curuja "Edilene Torquato" foi criado em 2017 com 20 leitos. É o ambiente onde as mães dos bebês que nascem prematuros ou com baixo peso ficam hospedadas sem custos para acompanhar de perto os cuidados oferecidos a seus filhos nos 50 leitos neonatais da instituição.

 

A coordenadora do trabalho de Intervenção, Larizza Queiroz, destaca que muitas das mães de famílias humildes que vem de várias cidades da região Oeste do Estado e até de estados vizinhos, não tinham onde ficar em Mossoró, para acompanhar o tratamento dos filhos ou para ficar enquanto estavam em observação aguardando o parto.

 

Diante deste quadro, foi criado a Casa da Mãe Curuja (Foto acima, mostrando Kauana Ciana de Andrade, de Alexandria). A unidade faz parte do investimento dos interventores para humanizar o atendimento as mães e os bebês, dentro do Programa do Programa Parto Adequado, do Ministério da Saúde.

 

A jovem mãe Maria Luíza Marrocos Palhares, de 20 anos, está entre dezenas de mães beneficiadas com a criação da Casa da Mãe Curuja. Ela reside em Santana do Matos, região Central do Rio Grande do Norte e veio para a Maternidade Almeida Castro, em Mossoró, por ter toda a estrutura necessária para ter seu filho com segurança.

 

Maria Luiza Marrocos Palhares não tem familiares morando em Mossoró. A gravidez dela era de alto risco. Começou a sentir dores antes de 30 semanas de gestação. Ao chegar à Maternidade Almeida Castro no dia 5 de dezembro de 2017, ficou internada no Setor de Gestação de Alto Risco por 10 dias, quando o bebê nasceu com 1.334 gramas.

 

Estava com 29 semanas e 2 dias de gestação.

 

O diretor técnico da Maternidade Almeida Castro, obstetra Inavan Lopes da Silveira, disse que quando o bebê nasce com menos de 32 semanas de gestação e considerado prematuro extremo. E por ter nascido com menos de 2.500 gramas, também é considerado com baixo peso. "O meu filho foi direto para a UTI neonatal e lá ficou 20 dias", disse Maria Luíza.

 

Enquanto o bebê estava na UTI neonatal, Maria Luíza se hospedou na Casa da Mãe Curuja. "É importante, muito importante à mãe acompanhar e participar do tratamento do filho na UTI neonatal, principalmente fazendo a ordenha do leite para o filho sendo acompanhada por profissionais treinados dentro da instituição", ressalta Edilene Torquato.

 

O bebê de Maria Luíza neste dia 11 de dezembro está pesando 1.565 gramas e, como esta ganhando força e peso rápido, foi transferido da UTI neonatal para o Berçário, onde ficou mais 3 dias. Neste dia 11, o bebê já está na unidade Canguru, sendo acompanhado por profissionais treinados no colo da mãe.

 

"Eu fiquei muito feliz, porque a maternidade oferece hospedagem as mães que precisam. Eu não tenho ninguém de minha família morando em Mossoró e sou de longe (Santana do Matos). Estou na Casa da Mãe Curuja e no Canguru com meu filho crescendo no meu colo. Estou curtindo a maternidade, meu filho. A médica me falou que eu vou poder ir para casa quando ele estiver pesado 1.800 gramas", narra Maria Luíza segurando o bebê da colega.

 

A equipe médica da Maternidade Almeida Castro, que acompanha os casos semelhantes ao de Maria Luíza, destacou que mesmo após receber alta, o bebê que nasce com baixo peso ou prematuro passa mais dois anos sendo acompanhado pelos profissionais da maternidade, sem custos aos pais. "São cuidados que nem acredito que consegui para ter meu bebê", diz Maria Luiza.

 

 

Estatística

 

Em 2017, o Hospital Maternidade Almeida Castro, que atente todo o Oeste do Rio Grande do Norte, parte do Ceará e algumas cidades da Paraíba, registrou 6.283 partos, sendo que deste total 934 bebês vieram ao mundo prematuro e outros 963 com baixo peso. Todos estes bebês receberam os cuidados especiais na maternidade para crescerem com saúde.